PM que espancou homem desarmado em Florianópolis diz que agiu por emoção

09/03/2010 -

Policial admitiu ter agido de forma errada e disse que se deixou levar por relato de uma mulher

Um impulso de emoção pelo relato de uma mulher que se dizia vítima de um homem que fazia atos obscenos. Essa é a defesa de um dos policiais militares flagrados pelo Diário Catarinense espancando um homem desarmado no bairro Coqueiros, em Florianópolis, na sexta-feira passada.

A reportagem obteve a sua versão pelo deputado estadual Amauri Soares, que é sargento da Polícia Militar e presidente da Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc). Soares conversou na segunda-feira à tarde com o militar, que admitiu ter agido de forma errada ao se deixar levar pelo relato de desespero da mulher.

— Ele afirma que bateu porque a mulher reclamava que há dois anos denunciava o tarado e ninguém fazia nada — disse o deputado.

O policial narrou ainda ao deputado que a mulher estaria revoltada pela falta de providências legais pela polícia contra o suposto criminoso. Foi então que, na tentativa de dar uma resposta à vítima, os militares surraram o suposto autor dos gestos obscenos.

Ao revelar a versão do militar, o deputado comentou que não apoia a violência cometida. Mas Soares ressaltou que, se fosse juiz, não os condenaria, pois o caso reflete a situação extrema de estresse em que os servidores da segurança pública catarinense trabalham.

O DC conversou na segunda-feira, por telefone, com a mulher, de 32 anos. Ela não aceitou ser identificada, mas confirmou a versão do PM. A mulher trabalha como empregada doméstica em Coqueiros.